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A busca constante pela igualdade de gênero marcou a luta das mulheres ao longo da história. Nessa trajetória, muitas mulheres empreendedoras se destacaram no mercado de trabalho, mostrando-se grandes inspirações para quem busca realização pessoal e profissional.

Segundo uma pesquisa recente do SEBRAE, a quantidade de mulheres à frente de um negócio próprio ou trabalhando de forma autônoma aumentou quase 20% na última década. Já a taxa de homens empreendedores aumentou apenas 7% no mesmo período, fator que aponta um destaque feminino no setor.

Para as mulheres, no entanto, a escalada rumo ao sucesso pode ser bem árdua. Além da falta de confiança do mercado sobre a liderança feminina, muitas empreendedoras enfrentam desafios que envolvem uma jornada dupla de trabalho e cuidados com os filhos, driblando o cansaço e o tempo para alcançar seus objetivos.

Neste post, listamos os principais benefícios e desafios do empreendedorismo feminino e contamos a história de algumas mulheres empreendedoras que inspiraram o mundo. Continue a leitura e aprenda com a história de cada uma delas!

Principais benefícios e desafios do empreendedorismo feminino

Empreender é algo realmente mágico: você inova, cria oportunidades para si mesmo e para outras pessoas, lidera uma ideia e, acima de tudo, materializa um sonho, uma motivação. Mas este não é um caminho fácil: é preciso coragem, foco, orientação e, muitas vezes, bastante know-how acerca do ramo em que se deseja trilhar.

Se você quer começar a empreender de forma séria e eficaz, esqueça a ideia de que ter um negócio fará você lucrar muito trabalhando apenas o tempo que quiser. Pelo contrário: é preciso muita garra e dedicação para tirar o planejamento do papel, iniciar seu sonho e fazer tudo dar certo de forma permanente.

Cuidar da família está entre os objetivos

Tratando-se de motivação, segundo pesquisa realizada pela ONG Rede Mulher Empreendedora, a família tem sido o grande motivo do engajamento de muitas trabalhadoras no empreendedorismo: os resultados apontam que 75% das 1,3 mil mulheres entrevistadas começaram o negócio depois de se tornarem mães.

Para elas, empreender tornou-se uma forma perfeita de se manterem inseridas no mundo corporativo. Graças à rotina flexível que um negócio próprio pode oferecer, elas podem ficar mais próximas da família ou se dedicar a outros objetivos, como seguir o caminho acadêmico ou investir em negócios paralelos.

Por outro lado, um grande desafio para a mulher empreendedora é o retorno financeiro, que segundo os especialistas costuma demorar até 2 anos para aparecer. Se a profissional não tiver um bom capital de giro, portanto, a chance de desanimar é bem grande.

Mulheres lideram 43% dos empreendimentos brasileiros

Segundo um estudo da Serasa Experian, é possível que uma postura otimista tenha contribuído para que cinco milhões de mulheres brasileiras seguissem o caminho do empreendedorismo. A pesquisa revelou também que as mulheres estão liderando cerca de 43% dos negócios próprios no país, sendo a maior parte como MEI (98,5%) ou como sócios de pequenas empresas.

Por todos esses motivos, são muitas as vantagens para a mulher que decide enfrentar seus medos e desafios, lançando-se no caminho de empreender. Ao longo do processo, além da independência financeira, é possível quebrar paradigmas, ganhar habilidades, adquirir autoconhecimento e ainda fomentar a luta contra atitudes de trabalho fundamentalmente machistas e retrógradas.

Mulheres empreendedoras que são exemplo de sucesso

Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza)

Nascida no interior de São Paulo, Luiza Helena Trajano é um dos grandes nomes do empreendedorismo feminino no Brasil. Ela conseguiu, com muita garra, honestidade e força de vontade, transformar um negócio local da família em um grande exemplo de sucesso do varejo nacional.

A trajetória profissional de Luiza iniciou bem cedo: ela começou a trabalhar aos 12 anos, quando decidiu comprar presentes de Natal para a família mas não tinha recursos. A jovem Luiza foi para trás do balcão da loja da família, começando ali sua história de amor pelas vendas.

Além das ideias inovadoras — Luiza foi pioneira de vendas pela internet no país —, a empreendedora faz o negócio lucrar como ninguém: no primeiro trimestre do ano passado, o faturamento da rede aumentou 243%, chegando ao patamar de R$ 10 milhões!

Leila Velez e Zica Assis (Beleza Natural)

Zica Assis (Heloísa Assis) e Leila Velez são outros dois nomes inspiradores. Zica trabalhava como doméstica e Leila atuava como taxista, e juntas elas fizeram fortuna ao buscar fórmulas que valorizassem a beleza natural de seus cabelos crespos e cacheados.

A marca Beleza Natural tem mais de 130 mil clientes e faturou mais de R$ 250 milhões somente em 2015. Mas é claro que o início não foi nada fácil: além de uma pequena salinha de 30 m², tudo o que as sócias tinham era um sonho e a vontade de lançar algo pioneiro no mercado.

Mãe de três filhos pequenos na época, o primeiro investimento veio da venda de um fusca — apenas 3 mil reais! Mas com um único produto, testado nela mesma e em familiares, Zica deu o pontapé inicial para a empreitada que, em 2013, a colocou na lista das 10 mulheres mais poderosas, segundo a Forbes.

Alcione Albanesi (FLC)

Fundadora da FLC, empresa especializada na venda de lâmpadas, a paulistana Alcione Albanesi começou em um negócio completamente diferente daquele que a tornaria um grande exemplo de sucesso. A garra e a vontade de empreender, porém, sempre esteve presente em seu sangue: aos 17 anos, Alcione era dona de uma confecção de roupas com 80 funcionários.

Mas tudo mudaria com uma viagem aos EUA, na década de 90, quando ela se interessou pelo mercado de lâmpadas: apesar de vendidas a baixo custo, eram um produto inovador na época.

Após mais de 70 viagens à China (origem do produto), Alcione realizou o sonho de todo empreendedor: abriu uma micro empresa, alcançou o sucesso e hoje bate de frente com grandes gigantes do mercado. Não é à toa que a FLC já lidera mais de 30% das vendas do setor.

Sônia Hess de Souza (Dudalina)

Sônia Hess costuma dizer que leva o espírito empreendedor da mãe, Dona Lina, na veia. Inclusive, a famosa rede de lojas copiada no mundo todo começou por um “erro” do pai, Seu Duda, que levou tecido demais para abastecer o estoque da vendinha do casal. Para não desperdiçar o produto, Dona Lina aprendeu em uma tarde como fazer uma camisa, dando o primeiro passo para a marca que nasceu em 1957 no litoral catarinense.

Sônia assumiu, em 2003, a camisaria dos pais e a transformou na maior exportadora do país. Foram muitos obstáculos percorridos desde então, como a insegurança de assumir a liderança do negócio e a luta contra um câncer de mama descoberto em 2012.

Mas para Sônia, nada é insuperável: tudo é aprendizado e fonte de mais força para vencer. “Você tem que superar, não dá para terceirizar o medo”, afirmou ela.

Chieko Aoki (Blue Tree Hotels)

Fundadora e presidente da Blue Tree Hotels, uma das maiores redes hoteleiras do país, Chieko Aoki também figurou entre as mais poderosas na lista da Forbes.

Antes de fundar a própria empresa, a empreendedora acumulou experiência em grandes hotéis de luxo, onde trabalhou ao redor do mundo por 17 anos. Quando fundou a rede Blue Tree Hotels, Chieko arriscou se aventurar no negócio que hoje já conta com mais de 20 unidades espalhadas pelo Brasil.

Hoje, ela acumula cargos e bastante experiência não somente no segmento hoteleiro, mas no empreendedorismo como um todo. Chieko é uma grande inspiração para empresários do mundo inteiro, especialmente por suas lições de liderança e gestão.

Chieko também integra o LIDE (Grupo de Líderes Empresariais), o Conselho de Empresários da América Latina (CEAL) e a Academia Brasileira de Marketing. Com tanto empenho, a Blue Tree Hotels registrou um faturamento de R$ 381 milhões em 2014.

Patrícia Bonaldi (PatBO)

Iniciando-se no mercado por meio de uma loja de artigos para festa, a famosa Patrícia Bonaldi precisou trabalhar muito para se tornar a estilista responsável por criar vestidos e peças únicos trabalhados em pedrarias.

Com muita garra e competência, a empreendedora vê suas peças despontarem em tapetes vermelhos e desfiles cobiçados no Brasil e no exterior. Apesar disso, Patrícia mantém forte ligação com suas raízes mineiras, de onde tira a força e determinação para continuar como um dos grandes exemplos de mulheres empreendedoras.

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