O que fazer para enfrentar a dificuldade de amar e ser amada?

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Relacionar-se amorosamente é uma arte na qual muitas pessoas são malsucedidas. Experiências ruins na área podem até fazer parecer que somos incapazes de viver uma história a dois saudável e benéfica.

Continuamos repetindo os mesmos erros ou, até mesmo, culpando os outros por nossas dificuldades nesse campo. Mas, se esse é o seu caso, pode ser a hora de repensar suas atitudes.

É totalmente possível viver uma história a dois de maneira respeitosa e que sirva para o crescimento de ambas as partes. Desenvolver-se nessa área não é uma tarefa simples, mas, se levado a sério, um relacionamento pode fazer com que você cresça muito enquanto pessoa e aprenda a vivenciar experiências verdadeiramente valiosas.

Tendo isso em mente, separamos alguns pontos indispensáveis para lidar com os problemas referentes a amar e ser amada. Continue a leitura e confira quais são!

Conheça seu próprio valor

Como dar ao outro algo que não conseguimos direcionar a nós mesmos? Primeiramente, é preciso que saibamos nos valorizar, pois só assim saberemos amar alguém adequadamente. Não espere que seu relacionamento construa algo que você deve alcançar sozinha.

Cabe a cada um de nós desenvolver o equilíbrio pessoal e atingir nossas plenas capacidades. Uma vida a dois é muito mais prazerosa quando experienciada por pessoas que sabem de sua importância para o mundo.

A possibilidade de estar atraente para o outro envolve, inclusive, exercitar sua valorização interna. Você se casaria com alguém que se autodeprecia o tempo todo? Provavelmente não, concorda?

Para além da aparência, atrair a atenção de pessoas que nos interessam envolve a construção de nossa autoestima. É necessário estarmos bem aos nossos próprios olhos para que o outro também nos veja assim.

Não busque a solução de seus problemas no amor

Por estarmos frustrados com outros aspectos de nossas vidas, costumamos depositar no amor a responsabilidade por nossa felicidade. Entretanto, não devemos esperar que um namoro (ou casamento) ocupe um papel tão central em nossas rotinas.

De uma forma ou de outra, somos os únicos responsáveis por nossa história. Apenas você poderá encontrar em si o seu propósito de vida. Depositar no outro essa tarefa é uma armadilha que nos afasta ainda mais de realizar nosso verdadeiro potencial.

Para experienciar o amor de maneira satisfatória, é fundamental relativizar a importância que ele tem em sua vida. Construímos laços que, em vez de nos libertarem, nos aprisionam e nos condicionam a viver em um estado de codependência.

Portanto, procure não se afastar de seus amigos e da família. Às vezes, nos envolvemos tanto em uma parceria amorosa que deixamos de preservar outras relações valiosas que já tínhamos.

É importante, inclusive, que ambos consigam ter uma vida individual, externa ao namoro ou ao casamento. Se investirmos todas as nossas energias para estar ao lado da pessoa com quem nos relacionamos, esse amor se desgastará rapidamente.

Qualquer pessoa é digna de amar e ser amada. A questão é saber dosar o lugar que essas relações ocupam em sua vida e de que forma você pode preservá-las sem esperar que sejam a resposta para todas as suas dificuldades.

Abra mão do conto de fadas

As músicas, os filmes e os livros de nossa sociedade geralmente retratam e propagam um tipo de relacionamento amoroso que é muito distante da realidade. Trata-se do casal mítico de novela que se mantem unido a qualquer custo, com juras de amor e devoção eternas. Além de distante da maioria das pessoas, esse é um ideal que pode ser muito nocivo.

As ideias de que somos incompletos e de que a procura por alguém supriria perfeitamente essa falta são equivocadas. A partir desse mito, criamos uma idealização de quem seria a pessoa ideal para nos relacionarmos e dispensamos oportunidades interessantes porque elas não se enquadram nessa fantasia.

Gastamos muito esforço ao moldarmos o outro e enquadrá-lo naquilo que desejamos, porém esse é um desejo difícil de ser realizado. O movimento de mudança deve sempre partir de nós mesmos: não devemos julgar o que é o melhor ou pior para nossos companheiros e companheiras.

Lembre-se de que ninguém é imune ao tempo. Mudamos de acordo com os anos e as contingências — portanto, esperar que o outro permaneça sempre daquele jeitinho de que gostamos é, no mínimo, imaturo. Por isso, é importante estarmos preparados para os laços afetivos que surgem e para as novas possibilidades.

Vivemos em uma cultura que transmite a definição do amor de maneira ilusória, especialmente para as mulheres. Apesar dos avanços, muitas pessoas ainda vivem sob a fantasia de que encontrarão um indivíduo que as salvará da vida comum e dos problemas. Mas saiba que outras saídas autônomas são possíveis: só depende de você construí-las!

Saiba que ninguém é dono de ninguém

Parece óbvio, mas, para a maioria das pessoas, não é. O sentimento de posse ainda é encarado como um ingrediente fundamental das relações — para alguns, significa até mesmo certo charme ou uma prova de amor. Entretanto, o ciúme não é vantajoso para ninguém.

Uma de suas raízes é a nossa insegurança em aceitar que merecemos ser amados. Por menosprezarmos nosso próprio valor, tendemos a achar que o outro sempre procurará alguém melhor para se relacionar.

Não há nada que, efetivamente, prenda alguém a um namoro ou casamento. Na verdade, o ciúme tende a afastar as pessoas, pois ninguém gosta de se sentir preso ou vigiado.

A confiança, sim, é um dos pilares do relacionamento. Então, é importante sempre trabalharmos os nossos medos e questioná-los, pois eles podem ser muito danosos para nossas realizações afetivas.

Outro comportamento clássico nesse sentido é o de bisbilhotar redes sociais, celular e outras informações particulares do companheiro. Alguns até exibem essa característica do relacionamento como prova do valor da união.

Ter esse hábito pode ser muito prejudicial para a relação. Isso porque tal comportamento tende a se agravar com o tempo, gerando todo tipo de paranoia e preocupação exaustiva.

Procure não se relacionar com alguém que seja excessivamente ciumento ou não consiga lidar com isso. Saiba o valor de conviver com alguém que aprecie sua independência, que estimule você a conhecer outros espaços e a exercer novas atividades.

Apesar de estarmos cercados por pessoas e conexões, a solidão é uma vivência que assola a experiência de muitos. Isso não quer dizer que devemos deixar de ser românticos e abandonar a esperança de vivermos felizes com alguém que amamos. Pelo contrário: é a partir dessa lucidez que podemos criar relações mais saudáveis e construtivas.

Gostou de nossas considerações sobre amar e ser amada? Tente aplicá-las em sua própria história e verá a diferença! E, para ter acesso a mais conteúdos como este, assine nossa newsletter!

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