O que é empatia e como desenvolvê-la?

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Você sabe o que é empatia? E por que ela pode fazer tanta diferença na vida das pessoas? Apontada por muitos como um sentimento nobre, a empatia é a incrível capacidade de se colocar, verdadeira e profundamente, no lugar do outro.

É um exercício de altruísmo e colaboração com o mundo, que pode ser praticado com hábitos simples, como saber ouvir e desprender-se de julgamentos ao entrar em contato com outro indivíduo. Continue a leitura para saber mais!

Afinal, o que é empatia?

Trata-se de algo bem diferente de bondade ou simpatia, sendo uma qualidade essencial para se ter sucesso na carreira e harmonia na vida pessoal. Quem consegue exercitar a empatia genuína vai muito além do velho axioma “faça aos outros aquilo que gostaria que fizessem com você”.

Fazer aos demais o que você deseja é, apenas, estender suas crenças, sem levar em consideração a essência do que aquela pessoa realmente precisa ou busca. Já a empatia é sentir o que o outro sente, vivenciando interiormente a situação que ele vive (seus sentimentos ou emoções) e oferecendo o que o faz feliz.

Isso deve ser praticado mesmo que não concordemos ou nos seja desconfortável. Ao se tornar empata, você é capaz de entender o universo particular do outro e “enxergar” com os olhos da pessoa, compreendendo seus medos, motivações, valores e aspirações.

Qual é a diferença entre empatia e simpatia?

Mesmo com grafia e pronúncia semelhantes, simpatia e empatia têm significados bem diferentes: ser simpático é uma qualidade que está ligada à capacidade de entender os sentimentos do outro de forma mais superficial. Seria o “nível inicial” do processo para se tornar um empata.

Comumente confundida com carisma (a agradável capacidade de sorrir e ser amável com as pessoas), a simpatia é uma forma positiva de se relacionar com as pessoas, de oferecer uma sensação de bondade aos outros, mas não cria a conexão que a empatia consegue alcançar.

A empatia é um grau mais profundo de entendimento de tudo o que se passa com quem está à nossa frente. É como na contação de histórias: o simpático compreende e até se emociona com o enredo, alegra-se ou presta solidariedade se for preciso, mas continua fora dele.

Já o empata coloca-se imediatamente no lugar do contador. Nem fora, nem acima, nem um pouco distante (como o simpático), mas dentro, junto. Ele se torna o próprio personagem da história.

Por isso, ter empatia requer bastante energia e pode ser bem mais doloroso do que ser somente simpático ou carismático. É preciso muito mais do que apenas reconhecer o estado emocional de outrem.

Você quer ir além, tocar fundo o sentimento alheio, mostrar que está com o coração disponível para o que for necessário. É o estabelecimento de uma relação sincera de confiança e colaboração.

E a “recompensa” por buscar desenvolver essa competência tão singela e nobre é a conquista de novas habilidades, tão valorizadas em relações interpessoais de sucesso, como:

  • capacidade de entender o ponto de vista do outro como verdade, além da sua;
  • disposição para compreender (e ajudar a equilibrar) as emoções das pessoas;
  • eliminação de preconceitos e julgamentos;
  • desenvolvimento da capacidade de ouvir e se comunicar de forma eficaz.

Como a empatia se aplica nos negócios?

Ao conseguir entender, verdadeiramente, os sentimentos, os sonhos e as expectativas das pessoas, você cria uma base segura para orientar suas ações, como no caso de uma negociação profissional, por exemplo.

Colocando-se à disposição para compreender o olhar do outro, você conhece sua história de vida, metas, desejos e fraquezas. Assim, é possível se tornar uma base de apoio para as tomadas de decisão e a realização de sonhos.

No caso de um cliente, você passa a ser um colaborador, um cúmplice que será capaz de ajudar em momentos de dúvida e medo, para a realização dos sonhos dele. Por isso, ao experimentar a empatia de forma racional e objetiva, tem-se resultados extraordinários nas empresas.

Essa qualidade ajuda a criar bases para relações mais significativas, firmes e assertivas, inspirando superiores, subordinados e clientes. Não é à toa que a empatia já é considerada um dos pilares da inteligência emocional e uma grande habilidade para lideranças no futuro.

Ela vai além de um sentimento quando se pensa em aplicabilidade nos negócios: quem sabe o que o outro deseja (e ganha a sua confiança) obtém sucesso em qualquer acordo.

Como se tornar verdadeiramente empático?

No caminho para se tornar um empata, há exercícios que serão ótimos aliados para a autorreflexão e a consolidação do seu próprio equilíbrio emocional. Veja alguns:

Imagine-se (sempre) no lugar do outro

Não tem como buscar uma conexão com os sentimentos do outro se não imaginarmos que somos nós vivendo aquela situação. Somente fazendo isso poderemos sentir cada passo vivenciado pela pessoa e, assim, entender causas e efeitos das atitudes alheias.

Faça esse exercício de “transmutação” cada vez que você se encontrar com alguém e ouvir sua história. Tente imaginar por que o indivíduo agiu daquela forma, que emoções o motivaram e quais são suas expectativas futuras.

Tente deixar de lado a razão e escute com o coração. Coloque-se como protagonista da história e veja como sentimentos de união, coletivismo e apoio serão despertados naturalmente em você.

Pratique o altruísmo

Vivemos em um século no qual pessoas e empresas devem ser altruístas — na colaboração e em ações de responsabilidade social para sobreviver. Não existe mais lugar para o individualismo puro e simples, a não ser em prol de um autoconhecimento dirigido para se tornar mais útil à sociedade, além de si mesmo.

Por isso, volte os olhos para fora, crie um real interesse pela vida de quem o rodeia, procure usar seus talentos e pontos fortes para ser um exemplo de boa vontade e empatia. Veja como será muito mais fácil convencer os outros de suas ideias, vender seus produtos e, ironicamente, realizar seus próprios sonhos e suas metas.

Escute sem preconceitos

Você já reparou como “fingimos” ouvir as pessoas, na maioria das vezes? Até mesmo em uma negociação, é comum o vendedor interromper o cliente, tentando convencê-lo, com mais rapidez, de suas ideias. A empatia surge quando ouvimos as demandas e perguntas do outro com atenção, sem usar esse tempo para já pensar nas possíveis respostas.

Quando perceber-se fazendo isso, diminua o ritmo mental, ouça genuinamente e sem pressa a fala da pessoa. Você verá que ouvi-la com a mente aberta lhe trará grandes aprendizados e expandirá sua própria opinião. O mais importante é estar realmente ali.

Após ouvir atentamente, faça perguntas sobre o assunto abordado e repita frases marcantes que foram faladas, ou seja, demonstre interesse de maneira leve e honesta. Dessa forma, você conseguirá imaginar o cenário da situação e entender melhor o que o outro está vivendo: será possível resolver o exposto mais facilmente, em conjunto.

Não julgue

Assim como evitar antecipar respostas mentalmente enquanto outra pessoa está expondo uma situação, eliminar julgamentos e preconceitos é fundamental para entender os pensamentos, medos e sentimentos do interlocutor.

Somos uma soma de ideias preconcebidas a partir de nossas vivências, mas não detemos uma verdade absoluta. Cada um é dotado de aprendizados, experiências e pensamentos acumulados ao longo da vida.

Ao invés de tentar impor sua “verdade”, compartilhe sua experiência e absorva a do outro. Ambos terão muito a ganhar com essa troca!

Cultive o interesse pelo desconhecido

As pessoas realmente empáticas possuem uma curiosidade insaciável acerca do que é novo e desconhecido. Elas buscam entender a história dos outros em qualquer lugar, seja no ônibus, em um parque ou no barzinho.

Nesse contexto, ouvir diferentes vivências e aprender com elas é algo muito motivador e estimulante. Ao nos depararmos com visões diferentes da nossa e respeitarmos o que ouvimos, livramo-nos de julgamentos, exercitamos a curiosidade e, ainda, ficamos isentos da solidão de achar que só existem nossos valores no mundo.

Por isso, faça um exercício consigo mesmo e aborde estranhos em lugares distintos, estabelecendo conversas sadias que o ajudem a entender a importância de enxergar o mundo “dentro” de outras cabeças. Somente assim você compreenderá, de fato, o que é empatia.

E então? Gostou de descobrir o que é empatia? Tem mais dicas e sugestões para desenvolvê-la? Deixe sua opinião nos comentários!

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